Distrito Federal

Centrais de emergência 190 e 193 iniciam atendimento em Libras

Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Para garantir acessibilidade nos serviços públicos, o Governo do Distrito Federal (GDF) incluiu nas centrais de atendimento de emergência 190, da Polícia Militar, e 193, do Corpo de Bombeiros Militar, o atendimento na Língua Brasileira de Sinais (Libras) para as pessoas com deficiência auditiva e ou/de fala.

Para o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, a medida está promovendo a inclusão: “A acessibilidade em Libras nos canais de atendimento de emergência é essencial para a inclusão da população. Essa era uma demanda, e nos debruçamos em busca do melhor caminho para acesso do cidadão a esses serviços públicos”.

“Estamos nos adequando a esse processo, que vai facilitar o acesso aos serviços dos bombeiros para esse público”

Capitão Reginaldo Machado, do CBMDF

De acordo com o subchefe do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), major Márcio Silva, o serviço é acessado por meio dos sites institucionais das corporações e totalmente integrado com a Central 156. “Foi feito um fluxo ajustado e acertado entre as duas centrais”, conta. “Os atendentes do 156 agem como intérpretes nesse atendimento, são a nossa ponte entre o cidadão e os operadores da PMDF”.

Os atendentes intérpretes da Central de Atendimento ao Cidadão participaram de um treinamento com a equipe da PMDF. “Eles presenciaram a complexidade e importância das informações que precisam coletar das pessoas”, explica o coordenador da Central de Relacionamento do GDF, Joran Freire. “Além disso, sabem que, como são serviços de urgência, requerem mais atenção, empatia, pois a pessoa pode estar em situação de risco”.

Como funciona

O serviço pode ser acessado no site da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros – ambos possuem o ícone do atendimento em Libras. Basta clicar na imagem: após um cadastro rápido, começa a videochamada. Um profissional da Central de Atendimento ao Cidadão do DF (156) aciona o 190 ou 193 e fala com um atendente das corporações ao mesmo tempo em que registra a ocorrência, intermediando a chamada. O atendimento funciona 24h, todos os dias da semana.

Para acessar os serviços do Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF), o processo e a integração entre as equipes funcionam da mesma forma. “Estamos nos adequando a esse processo, que vai facilitar o acesso aos serviços dos bombeiros para esse público”, enfatiza o capitão do CBMDF, Reginaldo Machado. “O nosso protocolo de atendimento se manterá o mesmo, padronizado internacionalmente. Temos oito minutos para atender as ocorrências, desde o momento do registro dela em sistema na Central até a chegada dos socorristas no local demandado”.

Atendimento em Libras

De acordo com Joran Freire, o suporte já está disponível em outros quatro canais de atendimento do Governo: Central do Cidadão (156), Ouvidoria (162), Disque Saúde (160) e Procon (151). A assistência às pessoas com deficiência é feita por meio dos sites desses órgãos.

“Hoje, recebemos entre 400 a 500 chamadas por mês para esses serviços”, aponta o coordenador da Central de Relacionamento do GDF. “Em breve, vamos oferecer o atendimento em Libras nas centrais do Detran e incluir novos serviços para ampliar ainda mais a acessibilidade e a inclusão nos canais de atendimento do governo.”

Arte: Agência Brasília
Ana Paula Oliveira

Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas. Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida.

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