Distrito Federal

DF lidera percentual de estudantes que concluíram o ensino médio

O Distrito Federal é a Unidade da Federação na qual, proporcionalmente, mais pessoas concluíram, no mínimo, a educação básica obrigatória – ou seja, estudantes formados no ensino médio. Na capital, esse percentual atingiu 71,3% em 2022, sendo o maior do país.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também revelam um aumento do número de pessoas com ensino superior no DF: 33,9%, em 2019, para 37%, em 2022.

“A nossa porta para os estudantes é descentralizada; então, diferentemente de outros estados que têm uma ou outra escola polo, aqui temos 95 unidades escolares nas 14 regionais de ensino que atendem as diversas regiões administrativas do DF”

Lilian Sena, diretora da EJA no DF

No DF, mais mulheres têm o ensino médio completo do que homens: 72,2% contra 70,1%. Houve também redução na diferença entre cor ou raça. Em 2022, cerca de 80,1% das pessoas de cor branca haviam completado pelo menos o ciclo educacional básico, contra 65,5% das pessoas autodeclaradas pretas ou pardas. Essa diferença, ainda alta, diminuiu de 2016 para 2022, passando de 17,1% para 14,6%.

Os números refletem parte do trabalho que o Governo do Distrito Federal (GDF) executa em todo o ciclo escolar, do ensino infantil até o médio. Um desses braços é a Educação de Jovens e Adultos (EJA), destinada a alunos de 15 anos ou mais para alfabetização e ensino fundamental e, a partir dos 18 anos, para o ensino médio. É onde a Secretaria de Educação (SEE) atua para que todos tenham oportunidade de concluir os estudos, ofertando acolhimento e alguns diferenciais.

“A nossa porta para os estudantes é descentralizada; então, diferentemente de outros estados que têm uma ou outra escola polo, aqui temos 95 unidades escolares nas 14 regionais de ensino que atendem as diversas regiões administrativas do DF”, explica a diretora da EJA no DF, Lilian Sena. “Temos oferta nos três turnos, majoritariamente no noturno, mas temos escolas específicas, como o Cesas, o CED II de Taguatinga, o CED I de Brasília – que atende exclusivamente o sistema prisional –, e temos o Cejaep-EAD, que é da modalidade a distância.”

Acolhimento

A EJA conta com cerca de 33 mil estudantes e 95 unidades. Deste grupo, quase 30 mil assistem às aulas presencialmente. Tanto no sistema presencial quanto no combinado ou a distância, a EJA oferece oportunidade para quem nunca estudou ou para quem não concluiu o ensino fundamental ou médio e deseja retomar os estudos.

“Trabalhamos muito na perspectiva de acolhimento; não adianta ter muitas matrículas, mas as pessoas não permanecerem”, pontua a diretora da EJA. “Temos essa perspectiva no atendimento desde o momento em que o aluno chega à escola. Avançamos também na busca ativa do público da EJA. No final de 2022 para 2023, trabalhamos com panfletagem, distribuímos 100 mil panfletos, 10 mil cartazes e 120 banners em locais como restaurantes comunitários, agências do trabalhador e outros de grande circulação. Assim, conseguimos aumentar o número de matrículas.”

Ana Paula Oliveira

Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas. Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida.

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