Distrito Federal

Guia do GDF ajuda a diferenciar atos de gestão e situações de assédio no ambiente de trabalho

Entender a diferença entre cobrar resultados e assediar é fundamental para um ambiente de trabalho respeitoso. Para orientar servidores e colaboradores sobre esse limite, o Governo do Distrito Federal possui um guia de prevenção e combate ao assédio atualizado, com acesso online, que traz definições claras, exemplos práticos e orientações sobre como agir diante dessas situações.

Guia de combate ao assédio do GDF traz definições claras, exemplos práticos e orientações sobre como agir diante dessas situações | Foto: Divulgação/CGDF

O que são atos de gestão?

A especialista no tema e presidente da Comissão de Combate e Prevenção ao Assédio do DF, Michelle Heringer, explica: “São decisões do dia a dia tomadas por quem lidera equipes para garantir que o trabalho funcione. Isso inclui organizar atividades, definir metas, orientar servidores e, quando necessário, aplicar medidas disciplinares. No setor público, essas decisões devem seguir regras como legalidade, transparência, imparcialidade e eficiência, já que impactam diretamente as pessoas e a confiança na instituição”.

Ou seja, situações e tarefas que fazem parte da rotina administrativa incluem ações como organizar equipes, distribuir tarefas, cobrar resultados, realizar avaliações de desempenho e fazer críticas construtivas. Essas práticas são necessárias para assegurar o bom funcionamento dos serviços públicos e não configuram assédio quando realizadas com respeito e dentro dos limites profissionais.

Divergências profissionais, cobranças e debates fazem parte do cotidiano laboral. Entretanto, quando o respeito é ultrapassado e surgem ofensas, intimidações ou perseguições, necessário buscar apoio e registrar denúncia

O problema surge quando essas ações ultrapassam o campo profissional e passam a expor trabalhadores a situações humilhantes, constrangedoras ou abusivas, de forma repetitiva ou intencional. Nesses casos, pode-se caracterizar o assédio, que pode ocorrer de diferentes formas.

A presidente da comissão relata um caso que acompanhou, em que um chefe foi acusado de assédio moral: “O chefe promoveu uma reestruturação dentro de sua equipe, organizou as tarefas, estabeleceu metas e passou a cobrar o cumprimento de prazos. Parte da equipe, que não estava habituada com esse nível de organização e responsabilidade, interpretou a mudança como perseguição”. Michelle Heringer concluiu que, após a análise da situação, ficou evidente que não havia humilhação ou exposição vexatória, mas um ato legítimo de gestão.

O assédio moral envolve práticas reiteradas que expõem a vítima a constrangimentos e humilhações, causando danos psicológicos e afetando sua vida pessoal e profissional. Já o assédio sexual ocorre quando há gestos, palavras ou condutas de cunho sexual dirigidas à vítima sem consentimento. O guia também aborda o chamado assédio institucional, quando métodos de gestão baseados em medo excessivo, pressão extrema ou estímulo à competição predatória prejudicam o ambiente de trabalho.

O material destaca ainda que divergências profissionais, cobranças e debates fazem parte do cotidiano laboral. Entretanto, quando o respeito é ultrapassado e surgem ofensas, intimidações ou perseguições, é necessário buscar apoio e registrar denúncia.

O conteúdo integra o Guia de Combate ao Assédio do Governo do Distrito Federal, elaborado pela Comissão de Prevenção e Combate ao Assédio (CPCA), presidida pela Controladoria-Geral do DF. O objetivo é informar e orientar servidores, estagiários, colaboradores e a população sobre como reconhecer e enfrentar situações de assédio, contribuindo para ambientes de trabalho mais seguros e respeitosos.
O Governo do Distrito Federal disponibiliza diversos canais seguros e preparados para receber denúncias:

· Ouvidorias dos órgãos e entidades do GDF: todo órgão público tem uma ouvidoria;
· Pelo site ParticipaDF;
· Pelo telefone 162 (ligação gratuita);
· De forma presencial, nas unidades da ouvidoria.

É importante destacar que o canal também pode ser utilizado por servidores, colaboradores e estagiários, além da população em geral.

Ana Paula Oliveira

Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas. Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida.

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