Distrito Federal

DF: Asa Norte recebe Carreta da Hanseníase até sexta-feira (5)

A Carreta da Hanseníase estará na Asa Norte até sexta-feira (5). Quem notar manchas na pele, diminuição da sensibilidade, dormência ou fraqueza nas mãos e nos pés pode fazer o teste rápido para diagnóstico e até iniciar o tratamento. O veículo atenderá no estacionamento da Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 da Asa Norte, na Entrequadra 114/115, das 9h às 17h. A iniciativa é uma parceria da Secretaria de Saúde (SES) com o Ministério da Saúde, Hospital Universitário de Brasília (HUB), Fundação Novartis e o Grupo de Apoio a Mulheres Atingidas pela Hanseníase (Gamah).

O dermatologista Pedro Zancanaro alerta para a importância do diagnóstico precoce, ainda nas fases iniciais da doença. “Venha se tiver alguma mancha nova na pele, principalmente se já teve algum caso de hanseníase na família ou cuidou de alguém com a doença”, previne.

Com quatro salas de atendimento a bordo, o Consultório Itinerante para Prevenção e Enfrentamento da Hanseníase (Cipeh) reúne até dez especialistas da Universidade de Brasília (UnB) e do HUB. São médicos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e farmacêuticos capacitados para realizar o diagnóstico rápido. Em caso positivo, é possível iniciar o tratamento e ser encaminhado a um centro especializado. Os pacientes desembarcam do veículo com as primeiras medicações.

A transmissão ocorre pelo contato próximo e frequente, pelas vias aéreas (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) de pacientes sem tratamento. Por essa razão, em todo caso diagnosticado, pessoas que residem com o infectado também devem passar por avaliação médica

Em adição, os especialistas também farão treinamento prático de estudantes e de servidores das UBSs, que diariamente realizam acolhimento de pacientes com suspeita da doença. O projeto já passou por Planaltina e irá percorrer outras áreas do Distrito Federal nos próximos dois meses.

O tratamento da hanseníase é realizado de forma gratuita no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), disponível nas UBSs e nos serviços ambulatoriais de referência. Além disso, é realizado por meio de esquemas terapêuticos padrões com a associação de três medicamentos padronizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A duração do tratamento varia de acordo com a forma clínica da doença, podendo ser em seis ou 12 meses.

Hanseníase

A hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que ataca, principalmente, a pele e os nervos. A transmissão ocorre pelo contato próximo e frequente, pelas vias aéreas (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) de pacientes sem tratamento. Por essa razão, em todo caso diagnosticado, pessoas que residem com o infectado também devem passar por avaliação médica.

O diagnóstico é realizado por meio de exame que identifica lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos, com alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas.

Os principais sinais e sintomas da hanseníase são: sensação de formigamento, fisgadas ou dormência ao longo dos nervos dos braços e pernas; manchas brancas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade ao calor, frio, dor e tato; áreas da pele com quedas de pelos, especialmente nas sobrancelhas; áreas da pele muito ressecadas e com ausência de suor; nódulos (caroços) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos; diminuição da força muscular dos pés e mãos com dificuldade para segurar objetos.

Ana Paula Oliveira

Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas. Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida.

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