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quarta-feira, junho 17, 2026
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    Trotes ao Samu colocam vidas em risco e atrasam atendimentos de urgência

    O trote pode parecer uma brincadeira, mas ocupa as linhas de emergência, atrasa o socorro e coloca vidas em risco. Somente em 2025, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) registrou cerca de 92 mil chamadas classificadas como trotes ou ligações indevidas em Minas Gerais.

    Diante desse cenário, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), reforça o alerta para o uso responsável do serviço. A secretária de Estado Adjunta de Saúde, Poliana Cardoso Lopes, destaca que uma chamada falsa pode impedir o atendimento de uma ocorrência grave.

    “O trote pode ser uma brincadeira para alguns, mas pode significar a vida de outros. O telefone do Samu que está ocupado com uma ligação dessas, deixa de atender uma pessoa que precisa de ajuda urgente naquele exato momento”, alerta.

    A supervisora de enfermagem das bases descentralizadas de Lagoa Santa e Confins, Brisa Emanuele, lembra que qualquer família pode precisar do Samu. “Quando uma linha está ocupada por um trote, alguém que realmente necessita de atendimento pode ter dificuldade para conseguir ajuda. O serviço deve ser acionado apenas em situações reais de urgência em saúde”, afirma.

    Ligações falsas atrasam o socorro

    Responsável pelo atendimento rápido e especializado em casos de urgência e emergência, o Samu é um dos principais serviços da rede pública de saúde. Só em janeiro de 2026, foram recebidas mais de 184 mil ligações em todo o estado. Aproximadamente 5% foram classificadas como trotes.

    Segundo a auxiliar de regulação médica da Central de Divinópolis, Jéssica Amaral, cada chamada segue protocolos para a coleta de informações como nome, endereço, idade e pontos de referência.

    “O tempo é vida. Enquanto um atendente identifica um trote ou trata de um assunto que não configura urgência, pode haver uma pessoa aguardando atendimento para uma situação grave. Até que a equipe perceba que a ligação é falsa, um tempo precioso já foi perdido”, explica Jéssica Amaral.

    O diretor clínico da Central de Regulação de Divinópolis, Marco Antônio Expedito, orienta que o usuário mantenha a calma e responda corretamente às perguntas. “As informações fornecidas durante a ligação são fundamentais para direcionar o atendimento e permitir que a equipe chegue rapidamente ao local da ocorrência”, destaca.

    Conscientização e prevenção

    Para reduzir as chamadas falsas, o Samu mantém ações de conscientização em diferentes regiões de Minas. São realizadas palestras em escolas e treinamentos em empresas, hospitais, clínicas, instituições religiosas e comunidades urbanas e rurais.

    Na macrorregião Centro-Sul, também foi implantado um sistema antitrote, que identifica números com histórico recorrente de chamadas falsas. Ao ultrapassar o limite de 200 trotes, as ligações passam a ser direcionadas para atendimento automatizado. Em uma emergência real, o usuário pode confirmar a necessidade de socorro e prosseguir com a chamada.

    Trote pode gerar punição

    Além de prejudicar o atendimento, o trote pode configurar crime. O Código Penal Brasileiro prevê punição para a interrupção ou perturbação de serviço telefônico de utilidade pública, com multa e pena de até três anos de detenção. Em Minas Gerais, a Lei Estadual nº 22.452, de 2016, também prevê multa para o acionamento indevido de serviços de emergência, como Samu, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar.

    O alerta é direto: o número 192 deve ser usado apenas em situações reais de urgência. “É muito importante conscientizar a todos de que o trote não é uma mera brincadeira. É uma atitude que pode custar a vida de alguém”, reforça Poliana Cardoso.



    Sobre Ana Paula Oliveira
    Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
    Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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