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    Governo de Minas amplia plasmaférese e fortalece o cuidado contra rejeição de órgãos transplantados

    A plasmaférese terapêutica é um procedimento de alta complexidade que funciona como um “filtro” do sangue. Ela remove anticorpos e substâncias que podem provocar rejeição após um transplante de órgão, ajudando o organismo a aceitar o novo órgão com mais segurança e reduzindo o risco de perda do enxerto.

    Em Minas Gerais, o tratamento acaba de ser ampliado. O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e da Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado de Minas Gerais (Hemominas), ampliou a oferta do procedimento, que passa de 25 para 60 sessões mensais.

    A medida fortalece a rede estadual de transplantes e amplia o atendimento para todos os tipos de transplante com indicação clínica, como rim, fígado, coração, pulmão e pâncreas. Antes, a plasmaférese era realizada apenas para transplantes hepáticos.

    O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, reforça que a expansão representa um avanço estruturante na política pública de transplantes em Minas.

    “Estamos transformando a atenção aos pacientes transplantados, garantindo que tratamentos complexos cheguem a quem precisa, com segurança, qualidade e rapidez. A saúde pública mineira avança quando une técnica, gestão e cuidado com a vida”, afirma.

    Para a presidente da Fundação Hemominas, Kelly Nogueira, a iniciativa representa avanço técnico e assistencial.

    “A plasmaférese terapêutica representa não só um avanço técnico, mas também um gesto de cuidado e compromisso com a vida. A Hemominas tem orgulho de contribuir com expertise e estrutura para que mais pessoas tenham acesso ao tratamento que salva vidas”, ressalta.

    O Governo de Minas repassa cerca de R$ 4,32 milhões por ano para subsidiar o procedimento. Em 2025, houve repasse adicional de R$ 570 mil. O investimento corrige uma distorção histórica da tabela do Sistema Único de Saúde, que remunera cerca de R$ 17 por sessão, valor muito abaixo do custo real. Com a nova estratégia, o Estado passa a financiar aproximadamente R$ 6 mil por sessão, garantindo sustentabilidade ao serviço e estimulando a ampliação da oferta nos hospitais habilitados.

    Como funciona

    A plasmaférese é realizada por meio de uma máquina de aférese, semelhante à utilizada na hemodiálise. O sangue do paciente é separado em seus componentes e o plasma, parte líquida que pode concentrar anticorpos nocivos, é retirado.

    A diretora técnica da Hemominas, Fabiana, explica que o volume removido é substituído por albumina ou plasma fresco, mantendo a estabilidade do paciente.

    “O plasma retirado é substituído por um fluido de reposição, como albumina ou plasma fresco. Neste primeiro momento, a terapia é direcionada ao tratamento de complicações relacionadas aos transplantes”, detalha.

    Ao remover os anticorpos que atacam o órgão transplantado, o procedimento reduz a rejeição, melhora a resposta clínica e aumenta as chances de sucesso do transplante, sempre associado ao uso de medicamentos imunossupressores.

    Atualmente, o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Santa Casa de Belo Horizonte realizam o procedimento de forma rotineira.

    “Existe uma demanda reprimida. Com o apoio da SES-MG, conseguiremos ampliar o atendimento e beneficiar mais pacientes”, afirma Fabiana Chagas. A Hemominas será responsável pelo fornecimento dos hemocomponentes, garantindo segurança e qualidade em todo o processo.

    A médica hematologista Karen Prata reforça que a plasmaférese é decisiva em casos de rejeição. “Quanto mais precoce o tratamento, melhores os resultados”, diz.

    Qualidade de vida

    A história de Talitha Veneroso, servidora pública e mãe de Pedro, de sete anos, mostra o impacto transformador da plasmaférese. Ela passou por dois transplantes duplos, de pâncreas e rim, em 2014 e 2024, e precisou se submeter a diversas sessões do procedimento.

    “Durante o primeiro transplante, realizei dez sessões. Foi bem tranquilo e essencial para a recuperação”, recorda. No segundo transplante, a recuperação foi ainda mais rápida. “Hoje tenho uma vida plena e é impossível descrever a gratidão que sinto por poder ver meu filho crescer”, emociona-se.

    José Wenceslau da Aparecida, de 60 anos, realiza o procedimento no Hospital das Clínicas, em Belo Horizonte, a cada 21 dias.

    “Era motorista e, como fazia a hemodiálise, tive que me aposentar, diante do tempo que ficava preso à máquina. Hoje posso comer e beber de tudo, aproveitar minha vida com minha família e viajar. A principal diferença é a liberdade de ir e vir, o que mudou completamente a minha vida”, comenta emocionado.



    Sobre Ana Paula Oliveira
    Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
    Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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