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quarta-feira, maio 6, 2026
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    Novo teste amplia a detecção precoce do câncer de colo do útero no DF

    O Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) está entre os pioneiros no Brasil na realização do novo teste de DNA-HPV, um método moderno e inovador para rastreamento do vírus responsável pelo câncer de colo do útero, disponibilizado na rede pública de saúde.

    Iniciado em março, o projeto-piloto já analisou aproximadamente 500 amostras de pacientes das regiões de saúde Sudoeste — que engloba Águas Claras, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga, Vicente Pires e Água Quente — e Oeste, incluindo Brazlândia, Ceilândia e Pôr do Sol/Sol Nascente. O objetivo é atender 3,5 mil mulheres até o fim de junho e identificar os principais desafios na implantação do programa para expandi-lo a todo o DF.

    Segundo o gerente de Biologia Médica do Lacen-DF, Fabiano Costa, a principal vantagem da nova tecnologia é a maior sensibilidade e precisão no diagnóstico precoce. “Esse é um teste mais sensível, capaz de detectar com mais rapidez a presença do vírus HPV de alto risco, antes mesmo do surgimento das lesões no colo do útero”, afirmou.

    Projeto-piloto de implantação do novo teste de DNA-HPV já analisou cerca de 500 amostras e deve atender 3,5 mil mulheres até junho | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

    Análise inovadora

    O exame de DNA-HPV permite a detecção de 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV) associados a alto risco oncogênico. A maior sensibilidade do método reduz a necessidade de exames e intervenções desnecessárias, além de possibilitar intervalos maiores entre as coletas quando o resultado é negativo.

    “Dos 14 genótipos que estão envolvidos com alto risco oncogênico, dois deles, o 16 e o 18, estão relacionados a até 70% dos casos de câncer de útero, por isso, a importância do exame detectar precocemente”, reforçou.

    A amostra é coletada de forma semelhante ao papanicolau, na junção escamocolunar (JEC) do colo do útero, com o uso de espátula e escovinha para análise por PCR. A periodicidade recomendada é de cinco em cinco anos.

    Arte: Agência Saúde DF

    Implementação

    A implementação do teste de biologia molecular DNA-HPV no Sistema Único de Saúde (SUS) foi estabelecida pelo Ministério da Saúde e está sendo adotada de forma gradual em 12 estados brasileiros. Anualmente, está prevista a realização de exames em um quinto da população feminina.

    Para maior efetividade da medida, foi definida uma ordem de prioridade, nos primeiros anos, para o rastreamento de mulheres com maior risco de desenvolver a doença.

    O exame de DNA-HPV permite a detecção de 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV) associados a alto risco oncogênico

    Diagnóstico

    Nos casos em que o resultado indica a presença dos tipos 16 ou 18, a paciente é encaminhada para a realização de colposcopia. Quando o resultado é negativo, a recomendação é repetir o exame a cada cinco anos.

    “Se detectada a presença de outros tipos de HPV de alto risco, a mesma amostra é encaminhada para citologia reflexa, que será realizada no Núcleo de Citologia, situado no Hospital Materno Infantil (Hmib), para avaliar se há presença de alteração celular. O objetivo é identificar precocemente as lesões cancerígenas”, completou Costa.

    O especialista também reforça que casos positivos de HPV não significam diagnóstico de câncer de colo de útero. O exame de biologia molecular aliado à citologia reflexa e/ou à colposcopia definirá a conduta clínica para cada situação.

    As amostras são coletadas nas unidades básicas de saúde (UBSs) e encaminhadas ao Lacen-DF para análise. Após a liberação dos resultados, as equipes da atenção primária serão responsáveis pelo acompanhamento e orientação das pacientes, além dos encaminhamentos necessários, conforme cada caso.



    Sobre Ana Paula Oliveira
    Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
    Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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