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quarta-feira, maio 27, 2026
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    Terapia nutricional provê fórmulas gratuitas para crianças alérgicas ao leite de vaca

    Nos primeiros 40 dias de vida, Maitê Nóbrega apresentou sinais de alergia à proteína do leite de vaca (APLV), o tipo mais comum entre crianças de até 24 meses. Após receber alta do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), a bebê foi encaminhada ao Programa de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (Ptned), da Secretaria de Saúde (SES-DF).

    Karem Araújo com a filha Maitê, de 9 meses, que tem alergia à proteína do leite de vaca e se trata pelo programa da Secretaria de Saúde: “É um alívio saber que teremos o alimento garantido” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

    Hoje, aos 9 meses, Maitê recebe regularmente fórmulas adequadas à sua condição. “É algo extremamente importante”, ressalta a mãe da criança, Karem Araújo, de 38 anos. “Eu e meu marido somos autônomos e não teríamos condições financeiras de custear a alimentação dela. É um alívio saber que teremos o alimento garantido”.

    Cuidado contínuo

    Na Semana Nacional de Conscientização sobre Alergia Alimentar, instituída pela Lei nº 14.731/2023, a SES-DF lembra as fórmulas especiais de uso domiciliar utilizadas pelo Ptned. Regulamentado pela Portaria nº 374/2023, o programa atende mais de 4 mil pacientes com diferentes condições clínicas. Entre eles estão 1.445 crianças menores de 2 anos com diagnóstico de alergia à proteína do leite de vaca.

    “A APLV pode provocar sintomas gastrointestinais, respiratórios e dermatológicos”, explica a gerente substituta de Serviços de Nutrição da SES-DF, Carolina Cunha. “Quando não tratada adequadamente, pode comprometer o crescimento e até aumentar o risco de infecções.”

    Fórmulas e cadastro

    Conforme a necessidade de cada paciente, a SES-DF disponibiliza fórmulas infantis à base de proteína hidrolisada do leite de vaca, com ou sem lactose, além de compostos à base de aminoácidos livres. Atualmente, cerca de 34% das crianças atendidas utilizam fórmulas de aminoácidos.

    “Do ponto de vista nutricional, o programa também garante que a criança receba nutrientes essenciais, especialmente proteínas e cálcio, em quantidades adequadas para assegurar crescimento e desenvolvimento compatíveis com a faixa etária”, afirma Carolina.

    O acesso a esse serviço se dá pela avaliação da criança por médico, nutricionista e assistente social na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência ou em hospitais parceiros. Os relatórios são encaminhados à Gerência de Serviços de Nutrição, responsável por verificar se o caso atende aos critérios previstos na portaria. O cadastro também pode ser feito durante internações hospitalares ou atendimentos na atenção especializada.
    É necessário que o responsável acompanhe o processo pelo InfoSaúde e marque a retirada das fórmulas pela plataforma Agenda DF. A dispensação é feita na Central de Nutrição Domiciliar (Cnud), localizada no Parque de Apoio da SES-DF, no SIA. A disponibilidade das fórmulas pode ser consultada também pelo painel do InfoSaúde.

    Na primeira retirada, é preciso apresentar cópia do documento de identidade do responsável, comprovante de residência no DF, Certidão de Nascimento da criança e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para permanecer no programa, a criança deve passar por reavaliação nutricional a cada três meses e médica a cada seis meses. A avaliação do assistente social é feita apenas no momento do cadastro.



    Sobre Ana Paula Oliveira
    Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
    Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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