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quarta-feira, julho 1, 2026
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    Minas cria rede digital para integrar dados de saúde e orientar políticas públicas

    O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), está implementando a Rede Mineira de Dados em Saúde (RMDS), plataforma criada para integrar informações da saúde pública no estado e melhorar o acompanhamento dos usuários da rede pública.

    A iniciativa enfrenta um desafio antigo, a dificuldade de comunicação entre sistemas diferentes. Hoje, Minas Gerais tem mais de 2.700 instalações de softwares de saúde nos 853 municípios. Muitas funcionam com linguagens e formatos distintos, o que dificulta o compartilhamento de informações entre os serviços.

    Na prática, exames, consultas, procedimentos e atendimentos feitos em unidades diferentes nem sempre ficam disponíveis para todos os profissionais que acompanham o paciente. Com a RMDS, a expectativa é diminuir desperdícios e ampliar a capacidade de resposta da saúde pública.

    Segundo o assessor-chefe de Tecnologia e Informação da SES-MG, Rafael Matos Paiva, a RMDS foi pensada para fazer esses sistemas “conversarem” entre si. “A Rede é um projeto inovador do Governo de Minas para enfrentar um dos maiores desafios da saúde pública hoje, que é a fragmentação dos dados”, afirma.

    Integração da jornada dos pacientes

    A proposta é permitir que gestores e profissionais tenham uma visão mais completa da trajetória do paciente, reunindo informações da Atenção Primária, hospitais, regulação, vigilância em saúde e sistemas estaduais.

    Um exemplo é o acompanhamento de mulheres em tratamento de câncer de mama. A paciente pode solicitar uma mamografia em uma unidade, fazer o exame em outro serviço e, depois, seguir para uma biópsia em um terceiro local. Sem integração, essas etapas podem ficar desconectadas.

    “Com a RMDS, conseguimos acompanhar toda a jornada da paciente. Isso evita repetição de exames, reduz retrabalho e dá mais segurança para que os profissionais possam tomar decisões mais assertivas”, explica Rafael Paiva.

    Com dados organizados e integrados, o Estado poderá acompanhar tendências e antecipar situações críticas, como aumento de doenças respiratórias, crescimento de filas ou pressão sobre leitos. Essas informações ajudam a organizar a rede com antecedência, dar previsibilidade à ocupação de leitos e apoiar decisões baseadas em evidências.

    Tecnologia com segurança

    A RMDS utiliza tecnologias de integração para conectar sistemas diferentes de forma segura e padronizada. Entre os recursos previstos estão o uso de inteligência artificial para organizar e ler dados em diferentes formatos, além de uma camada de segurança baseada em blockchain.

    O blockchain funciona como um registro digital seguro, em que cada acesso ou alteração fica marcado e pode ser conferido depois. Na RMDS, ele não será usado para armazenar prontuários ou centralizar dados dos pacientes, mas para garantir integridade, rastreabilidade e controle seguro das informações compartilhadas.

    A plataforma também adota o padrão internacional FHIR, sigla em inglês para Fast Healthcare Interoperability Resources. Na prática, ele funciona como uma linguagem comum para organizar e compartilhar dados de saúde entre sistemas diferentes, de forma padronizada e segura. A RMDS também dialoga com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), do Ministério da Saúde.

    Busca ativa

    Outra frente prevista é o fortalecimento da busca ativa e da comunicação direta com os usuários. Com os dados integrados, será possível apoiar ações preventivas e facilitar o acesso da população aos serviços.

    “Uma pessoa com vacina atrasada poderá receber uma notificação informando que existe uma unidade próxima da casa dela disponível para realizar a vacinação”, exemplifica Rafael Paiva.



    Sobre Ana Paula Oliveira
    Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
    Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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