DF 360: veja como integrar câmeras particulares ao sistema de monitoramento de segurança pública

Moradores, condomínios, empresas, órgãos públicos e demais instituições do Distrito Federal podem integrar suas câmeras de videomonitoramento ao sistema DF 360. A adesão é gratuita e permite que imagens captadas por equipamentos voltados a vias e áreas de acesso público sejam compartilhadas com as forças de segurança para apoiar ações de prevenção, atendimento de ocorrências e investigações — observando critérios técnicos e de proteção à privacidade.

Plataforma DF 360 – Segurança Integral, da qual o sistema de compartilhamento de câmeras faz parte, opera com recursos para leitura automática de placas de veículos e reconhecimento facial | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

O sistema faz parte da plataforma DF 360 – Segurança Integral, que integra ferramentas de monitoramento. Além do compartilhamento de imagens, a plataforma utiliza recursos como leitura automática de placas de veículos e reconhecimento facial, reunindo informações de diferentes órgãos para apoiar a atuação operacional.

Podem participar pessoas físicas e jurídicas que atendam aos requisitos estabelecidos — condomínios, estabelecimentos comerciais, universidades, agências bancárias, entidades da sociedade civil organizada, órgãos públicos, entidades públicas e privadas e empresas de segurança privada.

Como integrar as câmeras

O cadastro é feito pelo portal oficial do DF 360, na opção “Cadastrar Minha Câmera”. Para iniciar o processo, é necessário acessar esta plataforma. Para pessoas jurídicas, é preciso informar os dados da instituição, CNPJ e representante legal.

Quando houver empresa terceirizada responsável pelo monitoramento, devem ser apresentados dois termos de cessão de uso de imagem: um da instituição participante e outro da empresa responsável pelo serviço.

Para integrar o sistema, os equipamentos precisam estar voltados a vias ou áreas de acesso público, preservando a privacidade de ambientes particulares. Outros requisitos técnicos são resolução mínima de 1 MP (720p), transmissão pelo protocolo RTSP, mínimo de 15 quadros por segundo (FPS), funcionamento contínuo, compatibilidade com integração via RTSP, armazenamento das imagens por pelo menos sete dias (em equipamento local ou na nuvem), adoção de protocolos de segurança da informação e acesso remoto por conexão criptografada.

Não há prazo fixo para conclusão da análise e da integração, visto que o tempo varia conforme a complexidade de cada solicitação.

Privacidade e acesso às imagens

As forças de segurança podem acessar tanto as imagens transmitidas em tempo real quanto as gravações armazenadas pelas câmeras integradas, conforme previsto no Termo de Cessão de Uso de Imagem. O compartilhamento é destinado exclusivamente às atividades de segurança pública.

A plataforma também estabelece mecanismos para proteção das informações: as câmeras devem registrar apenas áreas públicas ou de acesso comum, enquanto o acesso às imagens é controlado e submetido a protocolos de segurança, auditoria e confidencialidade.

Caso o participante deseje deixar o sistema, o desligamento pode ser solicitado a qualquer momento. A cooperação também pode ser encerrada em situações de inviabilidade da continuidade da parceria ou por falta de manutenção dos equipamentos.

As informações sobre o sistema e o cadastro estão disponíveis no portal oficial do DF 360, que também oferece um canal de atendimento pelo WhatsApp para esclarecimento de dúvidas.



Sobre Ana Paula Oliveira
Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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