MPMG adere a acordo nacional com Banco do Brasil para fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) aderiu, nesta quarta-feira, 21 de outubro, em Brasília, ao Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) e o Banco do Brasil para fortalecer ações de prevenção, acolhimento de vítimas e enfrentamento da violência de gênero contra a mulher e do feminicídio. A iniciativa estabelece diretrizes para atuação conjunta em ações de orientação, capacitação, conscientização e apoio à rede de proteção.

Com vigência de quatro anos, o acordo cria um marco nacional de cooperação ao qual podem aderir os Ministérios Públicos dos Estados, do Distrito Federal e da União. O MPMG foi a primeira instituição a formalizar sua adesão. Também aderiram os Ministérios Públicos de São Paulo, Maranhão e Rio Grande do Sul.

A coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate à Violência contra a Mulher (CAO-VD) do MPMG, promotora de Justiça Denise Guerzoni Coelho, ressaltou que a iniciativa amplia a capacidade das instituições de levar informação, orientação e acesso à rede de proteção para mulheres em diferentes territórios, especialmente aquelas que enfrentam maiores dificuldades para acessar serviços públicos e exercer seus direitos. “A adesão do Ministério Público de Minas Gerais a esta parceria nacional reafirma nosso compromisso constitucional com a defesa dos direitos fundamentais das mulheres, com a prevenção da violência e com a preservação de suas vidas”, afirmou.

Segundo a promotora, a efetividade da cooperação depende da construção de fluxos claros de atendimento, da definição de responsabilidades entre os parceiros e da garantia de encaminhamentos seguros às vítimas, sempre com respeito à autonomia das mulheres e à proteção de seus dados. “Esses pilares devem se traduzir em fluxos claros, responsabilidades definidas e encaminhamentos efetivos, com respeito à autonomia das mulheres, à confidencialidade, ao sigilo bancário e à proteção de dados pessoais. A segurança das informações integra a própria segurança da vítima”, destacou.

Eixos de trabalho

A cooperação está estruturada em quatro eixos: acolhimento e encaminhamento de vítimas; letramento institucional; apoio às ações repressivas realizadas pelas autoridades competentes, dentro dos limites legais; e comunicação institucional e campanhas educativas. Entre as medidas previstas estão o desenvolvimento de conteúdos educativos, a realização de campanhas de conscientização, a capacitação de profissionais e a articulação com redes de proteção e órgãos públicos responsáveis pelo atendimento às vítimas.

A presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, afirmou que o enfrentamento da violência de gênero exige atuação articulada e compromisso permanente das instituições. Segundo ela, a parceria amplia a capacidade de oferecer informação segura, acolhimento humanizado e encaminhamento adequado às mulheres em situação de violência. “A violência de gênero é uma das mais graves violações de direitos humanos da nossa sociedade. Ela produz consequências profundas, afeta famílias, comunidades, ambientes de trabalho e limita oportunidades, sonhos e projetos de vida. Por isso, enfrentá-la exige ação coordenada, responsabilidade institucional e compromisso permanente”, declarou.

Para o presidente do CNPG e procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia, a parceria fortalece uma pauta prioritária para o Ministério Público brasileiro ao unir a presença nacional das duas instituições em favor da proteção dos direitos das mulheres. “Esse é um tema que é muito caro ao Ministério Público brasileiro como é à sociedade. A Constituição Federal nos deu uma responsabilidade muito grande. Somos uma instituição que é guardiã da cidadania e defensora dos direitos fundamentais, que tem em cada procurador e promotor de Justiça uma atuação independente e autônoma, de acordo com as leis, normas e sua consciência, mas com uma unidade muito forte que se consubstancia neste Conselho. O MP e o BB são instituições centenárias que possuem uma capilaridade capaz de potencializar essa pauta tão importante para nossa sociedade”, disse.

A execução do acordo será acompanhada por grupos técnicos das duas instituições. Também estão previstas orientações para facilitar o acesso das mulheres aos canais oficiais de denúncia e à rede pública de proteção, com atenção especial às situações de maior vulnerabilidade. As campanhas de conscientização deverão abordar sinais de alerta, medidas protetivas e formas de denúncia, com destaque para o Ligue 180.

SourceMPMG


Sobre Ana Paula Oliveira
Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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