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quarta-feira, janeiro 28, 2026
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    Serviço de certidão de nascimento gratuita já beneficiou mais de 500 mil crianças em Minas

    O pequeno Luca saiu da Maternidade Odete Valadares (MOV), em Belo Horizonte, de braços dados com a cidadania. Filho do fotógrafo Marcus Flávio dos Santos Vieira, de 47 anos, o bebê teve a certidão de nascimento emitida ainda no hospital, graças ao serviço das Unidades Interligadas (UIs) de Registro Civil. Assim como Luca, mais de 500 mil crianças já tiveram o registro garantido ainda nos primeiros dias de vida pelas UIs, segundo dados atualizados em janeiro deste ano.

    O programa do Governo de Minas facilita o acesso à documentação básica diretamente nas maternidades. Atualmente, 105 unidades de saúde em diferentes regiões do estado contam com o serviço. Desde 2019 até janeiro de 2026, foram emitidas 325.043 certidões pelas unidades, o que demonstra a atenção do Governo de Minas à primeira infância.

    O programa lançado em 2013 é coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese-MG) em parceria com cartórios, hospitais, Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

    Pai de primeira viagem, Marcus conta que a praticidade fez toda a diferença. “O maior problema que a gente vê hoje é a burocracia. Principalmente para mim, que estou sendo pai pela primeira vez, não fazia ideia de como começar. E eu descobri o serviço aqui dentro da maternidade, e isso é incrível. Eu vou sair daqui com o bebê registrado. Isso facilita para quem é da capital, como eu, e ainda mais para quem é do interior”, relata o pai de Luca.

    A secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Alê Portela, destaca que a ampliação das Unidades Interligadas é uma prioridade do Governo de Minas e reforça o impacto social da iniciativa.

    “Nos últimos anos, esse serviço tem transformado vidas e seguimos trabalhando para ampliar o alcance das Unidades Interligadas, levando essa facilidade a mais municípios, porque toda criança tem o direito de ser reconhecida desde o primeiro dia de vida”, ressalta Alê Portela.

    Gael nasceu na maternidade da Santa Casa BH na madrugada de quinta-feira (22/1) e, no mesmo dia pela manhã, já estava registrado. O pai dele, Erick Pablo Fernandes Bragança, foi até o cartório dentro do próprio hospital logo cedo. “Poder registrar o Gael aqui mesmo ajudou muito. Foi muito rápido e tranquilo o atendimento. Não precisei nem sair do hospital, enfrentar trânsito”, lembra Erick.

    A diretora estadual de Políticas para Crianças e Adolescentes da Sedese-MG, Eliane Quaresma, reforça que o serviço vai além da emissão do documento e atua como porta de entrada para a cidadania.

    Marcus Flávio, pai de Luca, que teve a certidão emitida na MOV (Crédito: Rômulo Almeida / Sedese-MG)

    “Hoje, estamos em mais de 105 unidades de saúde garantindo cidadania às nossas crianças que já saem da maternidade com seu registro civil, o que as torna cidadãos com direitos, com facilidades para acessar bens e serviços. A unidade é um local tanto de acolhimento para o grupo familiar, e não só de emissão de um documento”, diz a diretora.

    Eliane Quaresma também ressalta o alinhamento da iniciativa com as políticas públicas voltadas à infância. “Esse é um serviço implantado em 2013 e já está previsto dentro da política do Marco Legal da Primeira Infância”.

    Serviço sem burocracia

    Para realizar o registro, o primeiro passo é o pai apresentar a Declaração de Nascido Vivo (DNV), documento de identidade do pai e da mãe e, no caso de pais casados, também a certidão de casamento. Com a documentação em mãos, o atendimento é rápido e simplificado.

    Além de evitar filas e deslocamentos, o serviço gera economia de tempo e dinheiro. A emissão é gratuita e o processo leva, em média, 20 minutos.

    Facilidade em diversas regiões do estado

    Outra facilidade proporcionada pela iniciativa é a possibilidade de os pais escolherem onde registrar os filhos: no cartório da cidade de residência ou no cartório vinculado à Unidade Interligada da maternidade.

    Essa flexibilidade garante mais comodidade às famílias, especialmente aquelas que vivem no interior ou que precisam se deslocar para outros municípios para o parto.

    Em 2023, o programa passou a contar com o apoio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), por meio do Laboratório de Inovação em Governo (LAB.mg), para o desenvolvimento de um novo sistema de monitoramento, que permite acompanhar em tempo real os nascidos vivos e as certidões emitidas, tornando o processo ainda mais ágil e eficiente.



    Sobre Ana Paula Oliveira
    Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
    Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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