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segunda-feira, março 9, 2026
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    Hospital Regional de Ceilândia promove mutirão de implantação de DIU

    No mês de comemoração do Dia Internacional da Mulher, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realiza ações em prol da saúde feminina. No Hospital Regional de Ceilândia (HRC), profissionais do centro obstétrico da unidade organizaram uma força-tarefa de implantação do dispositivo intrauterino (DIU) em pacientes e servidoras do hospital.

    Esta foi a última ação do projeto iniciado pela equipe de enfermagem do HRC, em que ao todo foram atendidas 227 mulheres desde novembro do ano passado, sendo 145 moradoras de Ceilândia e Sol Nascente. Além da aplicação do DIU de cobre, o projeto teve um componente educacional: até o momento foram habilitadas 16 enfermeiras da Região de Saúde Oeste na inserção e retirada do dispositivo.

    Também participaram acadêmicas de enfermagem da Universidade de Brasília (UnB), que realizaram horas complementares no projeto, atuando no acolhimento das mulheres, esclarecimento de dúvidas e organização da agenda dos profissionais. A certificação dos profissionais e acadêmicas é feita pela Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras do Distrito Federal (Abenfo-DF).

    O DIU é um aliado importante na redução de gestações não planejadas e mortalidade materna | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF

    Uma das coordenadoras e a idealizadora do projeto, a enfermeira obstetra do HRC, Raquel Diógenes, ressalta que o intuito da iniciativa é promover a autonomia feminina sobre a decisão de engravidar ou não. “Essa é uma ação de empoderamento feminino e nosso interesse é que a mulher realmente possa planejar quando e como ela quer ter essa gravidez. O motivo pelo qual iniciamos a ampliação dessas ações foi termos observado que, muitas vezes, há gestações não planejadas e, infelizmente, não desejadas. A conexão entre o bebê e a mãe acontece desde a vida intrauterina e, se a gravidez não foi desejada, isso vai se refletir na vida daquela criança”.

    A coordenadora reforça que o acesso aos métodos contraceptivos é um direito reprodutivo fundamental das mulheres. “O DIU é um método extremamente eficaz e tem um papel muito importante nas políticas públicas de saúde. Ampliar o acesso a esse método contribui não apenas para o planejamento familiar, mas também para a redução de gestações não planejadas e, consequentemente, para a redução da mortalidade materna”.

    A enfermeira supervisora do centro obstétrico do HRC, Suely de Jesus Cotrim, enfatiza que o projeto reafirma o compromisso institucional com a educação permanente, a valorização dos profissionais e a qualificação da assistência em saúde. “A ação reforça nosso compromisso com a promoção da saúde da mulher e com a valorização das profissionais que atuam diariamente no cuidado da população”.

    Atendimento a pacientes e servidoras do HRC

    Ao todo 227 mulheres receberam o DIU na ação do HRC, que acontece desde novembro do ano passado

    Uma das pacientes atendidas no último sábado (7), a estudante de enfermagem e mãe de duas crianças Nayane Stoffel ressaltou a importância do projeto. “Minha primeira gestação foi planejada, tudo tranquilo. Já a segunda, não: eu descobri fazendo um exame de rotina. Quando vi o resultado, tinha lá um bebezinho”, relembra.

    Outra a ser atendida foi Aline Fernandes, atualmente desempregada e também mãe de duas crianças. Ela elogiou a ação e o trabalho da equipe de enfermagem do HRC. “Quando cheguei aqui, eu não sabia que tinha todo esse aparato de consulta, de acompanhamento. Posteriormente, a equipe entra em contato com a gente, agenda retorno para ver se o dispositivo está bem posicionado. Achei tudo muito organizado, passaram as informações sobre medicação, hoje mais cedo fizeram uma palestra explicando o tempo de duração do DIU — que dura 12 anos. Essa ação da secretaria ajuda muito no planejamento familiar e financeiro da pessoa. A gente vê que o SUS funciona”, enfatiza.

    Além das pacientes, as próprias profissionais do HRC tiveram acesso ao método contraceptivo. A enfermeira da unidade, Nathália Faris, foi uma das servidoras beneficiadas. A ação evidencia o cuidado da instituição com o servidor. O projeto foi iniciativa de uma colega nossa e isso valoriza o nosso trabalho, fortalece a nossa identidade dentro da secretaria, melhora o nosso astral, o nosso desempenho”, relata.



    Sobre Ana Paula Oliveira
    Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
    Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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