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    Procon-MPMG adota fiscalização eletrônica para ampliar combate a preços abusivos de combustíveis em Minas

    O Procon do Ministério Público de Minas Gerais (Procon-MPMG) passou a adotar um novo modelo de fiscalização para monitorar os preços dos combustíveis em todo o estado. “Estamos incorporando inteligência de dados à atuação presencial. Isso significa sair de uma ação reativa para uma atuação preventiva.”, afirma o promotor de Justiça e coordenador do Procon-MPMG, Luiz Roberto Franca Lima.

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    A nova abordagem permite ao Procon-MPMG acompanhar, de forma contínua e digital, o comportamento dos preços. No total, cerca de 4.500 postos foram mapeados. A medida permite uma atuação mais estratégica, focada nos casos com maior indício de irregularidade. “Dispomos dos dados reais da receita, incluindo os preços de venda anteriores e posteriores ao início da guerra, bem como os preços de compra. Ao cruzar esses dados, identificamos com exatidão os postos que aumentaram seu lucro bruto”, explica. A partir desse cruzamento, é possível direcionar a atuação para os estabelecimentos com maior probabilidade de terem aplicado aumentos sem justificativa”, explica o coordenador da Divisão de Fiscalização das Relações de Consumo (DIFIS), Luiz Otávio Teixeira.

    A análise dos reajustes leva em consideração não apenas o percentual de aumento, mas, principalmente, a sua justificativa. Conforme explica Luiz Otávio, o simples aumento de preços não configura automaticamente uma irregularidade. “Um aumento de quase 50%, por exemplo, pode não ser abusivo, caso esteja devidamente justificado pelos custos. Por outro lado, mesmo um aumento menor pode ser considerado irregular se não houver fundamentação adequada”, destaca.

    Após a conclusão do levantamento, os postos com indícios de irregularidade serão notificados para apresentar justificativas documentais. A comprovação da legalidade do aumento é de responsabilidade do fornecedor. “Se não houver justificativa baseada em custos, estaremos diante de uma prática abusiva”, explica Luiz Roberto, ao citar o artigo 39, inciso X, do Código de Defesa do Consumidor.

    Caso a irregularidade seja confirmada, os estabelecimentos poderão ser sancionados administrativamente. As informações serão encaminhadas às Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor, que poderão instaurar procedimentos e adotar as medidas cabíveis em cada caso.

    SourceMPMG


    Sobre Ana Paula Oliveira
    Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
    Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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