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quarta-feira, junho 24, 2026
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    Guia fortalece comunicação responsável na prevenção da violência contra a mulher no DF

    A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), em parceria com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), lançou, nesta quarta-feira (24) no Espaço Cultural Renato Russo, o Guia de Comunicação sobre Feminicídios no Distrito Federal.

    O secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury: “O que buscamos é contribuir para prevenir novas violências e ampliar o acesso da população às redes de apoio e proteção existentes no Distrito Federal” | Fotos: Divulgação/SSP-PE

    O material, que foi apresentado durante o evento Comunicação que Protege, é resultado de um trabalho interinstitucional voltado para o fortalecimento das ações de prevenção à violência contra a mulher. A publicação reúne orientações destinadas a jornalistas, comunicadores, estudantes e profissionais da imprensa, com foco em uma cobertura ética, qualificada e humanizada dos casos de feminicídio.

    “Este guia não foi construído para dizer à imprensa o que fazer, mas para fortalecer um diálogo necessário. Muitas vezes, reproduzimos termos e abordagens sem perceber os impactos que podem gerar”

    Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública do Distrito Federal
    Para o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, a iniciativa representa um avanço importante na articulação entre instituições e sociedade para a prevenção da violência contra as mulheres.

    “O enfrentamento ao feminicídio exige uma atuação integrada e permanente. A comunicação tem um papel fundamental nesse processo, pois ajuda a informar, conscientizar e mobilizar a sociedade”, destacou o secretário. “Este guia não foi construído para dizer à imprensa o que fazer, mas para fortalecer um diálogo necessário. Muitas vezes, reproduzimos termos e abordagens sem perceber os impactos que podem gerar. O que buscamos é construir caminhos conjuntos para alcançar mulheres que ainda não conseguem acessar a rede de proteção e contribuir para prevenir novas violências e ampliar o acesso da população às redes de apoio e proteção existentes no Distrito Federal”, completou.

    Coordenadora da Mulher do TJDFT, a magistrada Fabriziane Zapata observou que o guia foi construído a partir de estudos acadêmicos, referências internacionais e da realidade do Distrito Federal para apoiar a imprensa na cobertura dos casos de feminicídio. “Nosso objetivo é mostrar que o feminicídio não é uma tragédia familiar isolada, mas o resultado de uma escalada de violência que apresenta sinais. A comunicação tem um papel fundamental para ajudar a sociedade a reconhecer esses sinais, divulgar os canais de apoio e fortalecer a confiança das mulheres na rede de proteção”, ponderou.

    Apresentado durante o evento Comunicação que Protege, o guia é resultado de um trabalho interinstitucional voltado para o fortalecimento das ações de prevenção à violência contra a mulher

    A importância do trabalho coletivo

    O procurador-geral de justiça do Distrito Federal e Territórios, Georges Seigneur, ressaltou a importância do trabalho coletivo para a construção do documento. “Este guia nasce de um esforço coletivo e do entendimento de que a forma como comunicamos a violência contra a mulher pode proteger vidas. Uma cobertura responsável ajuda a romper silêncios, estimula a busca por ajuda, fortalece a confiança nas instituições e contribui para prevenir novas violências. A informação pode ser a porta de entrada para a proteção de muitas mulheres.”

    “Este guia simboliza a união de instituições que compreendem que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da atuação integrada do poder público, da sociedade e dos meios de comunicação”

    Georges Seigneur, procurador-geral de Justiça
    do Distrito Federal e Territórios

    Para a defensora pública do DF, Antônia Carneiro, o guia representa um importante instrumento de fortalecimento das estratégias de prevenção à violência contra a mulher. “Este guia simboliza a união de instituições que compreendem que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da atuação integrada do poder público, da sociedade e dos meios de comunicação. Construído com base em estudos e evidências, ele contribui para evitar processos de revitimização, promover uma abordagem mais humanizada e transformar a comunicação em uma aliada da prevenção e da proteção das mulheres”.

    A secretária da Mulher interina, Jackeline Aguiar, destacou que o guia reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com a proteção das mulheres e com a construção de uma comunicação capaz de conscientizar, orientar e prevenir novas violências. “A forma como comunicamos os casos de feminicídio produz impactos reais na sociedade. Quando feita com responsabilidade, a comunicação orienta, conscientiza e ajuda a salvar vidas. Este guia fortalece uma cultura de respeito e dignidade para as mulheres e reafirma o compromisso das instituições com a prevenção da violência, a proteção das vítimas e a construção de uma sociedade mais segura para todas”.

    Ferramenta deve ser valorizada

    Papel do jornalismo no enfrentamento da violência de gênero, com uso de linguagem e abordagens adequadas, foi destacado durante o encontro

    A diretora da Fenaj, primeira-secretária da Federação Nacional dos Jornalistas e coordenadora-geral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, Renata Mielli Mafezoli, participou da abertura do evento. “A Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal recebem com grande entusiasmo o lançamento deste guia. Toda ferramenta que contribui para o enfrentamento da violência de gênero e para o combate ao feminicídio é extremamente importante e deve ser valorizada. O jornalismo tem um papel fundamental na desconstrução de estereótipos, na promoção da transformação social e no enfrentamento das diversas formas de opressão. Por isso, iniciativas como esta fortalecem o exercício responsável da profissão e oferecem subsídios importantes para que os profissionais da comunicação atuem de forma cada vez mais qualificada e comprometida com a proteção dos direitos das mulheres.”

    Entre os temas abordados pela publicação estão a contextualização adequada dos casos, o uso responsável da linguagem, a prevenção da revitimização, a proteção de crianças e adolescentes órfãos do feminicídio, além da importância de divulgar os serviços disponíveis na rede de atendimento às mulheres em situação de violência.

    A estudante de Jornalismo, Rafaela Machado, ressaltou a importância do guia para atuação no enfrentamento à violência de gênero. “Discutir o feminicídio é uma responsabilidade de toda a sociedade. A divulgação de informações corretas ajuda as mulheres a compreenderem que não estão sozinhas e que existem canais de apoio e proteção disponíveis. A imprensa tem um papel fundamental nesse processo, porque contribui para conscientizar a população, ampliar o acesso à informação e fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher.”

    A elaboração do documento contou com a participação de especialistas das instituições parceiras, consolidando uma visão multidisciplinar sobre o tema e reforçando o compromisso do Distrito Federal com políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

    Durante o evento, o coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios da SSP-DF, Marcelo Zago Gomes Ferreira, e a coordenadora da Mulher do TJDFT, magistrada Fabriziane Zapata, apresentaram o conteúdo do guia e destacaram a importância da comunicação responsável na construção de narrativas que informem a sociedade sem reproduzir estigmas ou aprofundar o sofrimento das vítimas e familiares.
    A programação também contou com a apresentação do Selo Parceiro da Segurança – Comunicação Responsável, conduzida pela secretária executiva Institucional e de Políticas de Segurança Pública, Regilene Siqueira. A iniciativa reconhecerá veículos de comunicação, instituições e profissionais que adotem práticas alinhadas à promoção dos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher.

    “Este guia só alcançará seu propósito se for construído em parceria com os veículos de comunicação. O Selo Parceiro da Segurança – Comunicação Responsável surge justamente para reconhecer esse compromisso social e fortalecer uma cultura institucional de prevenção à violência contra a mulher. Acreditamos que a comunicação também produz segurança pública, pois informa, orienta, amplia o acesso à rede de proteção e contribui para salvar vidas”, explicou Regilene.



    Sobre Ana Paula Oliveira
    Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
    Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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