MPMG divulga nota técnica sobre avaliação e gestão de risco em casos de violência doméstica contra a mulher

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (CAO-VD), publicou a Nota Técnica nº 02/2026, que trata da importância do preenchimento do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar) como instrumento essencial para a identificação, avaliação e gestão do risco de violência doméstica e familiar contra a mulher.

O documento reúne fundamentos jurídicos, dados estatísticos, referências nacionais e internacionais e orientações práticas para membros do Ministério Público e integrantes da rede de proteção, destacando que a avaliação de risco é parte fundamental do dever de proteção do Estado e um elemento estratégico para a prevenção da reincidência da violência e do feminicídio.

A nota também aborda a articulação do Fonar com outras iniciativas institucionais desenvolvidas pelo MPMG, como a Campanha Alerta Lilás e o Observatório Lilás, reforçando a necessidade de atuação integrada entre os órgãos do sistema de justiça, segurança pública, saúde e assistência social para garantir respostas mais eficazes às mulheres em situação de violência.

A publicação se destaca pela profundidade da abordagem e pelo caráter didático do conteúdo. Estruturada em linguagem técnica, mas acessível aos operadores do sistema de justiça e aos integrantes da rede de proteção, a nota técnica apresenta uma análise abrangente do tema, reunindo fundamentos jurídicos, referências doutrinárias, dados estatísticos, experiências internacionais e orientações práticas voltadas à atuação cotidiana das instituições responsáveis pela proteção das mulheres em situação de violência.

Na apresentação do documento, a coordenadora do CAO-VD, Denise Guerzoni Coelho, destaca que a avaliação de risco deve ser compreendida como parte essencial da resposta estatal à violência doméstica. Segundo ela, “a avaliação de risco constitui componente essencial da devida diligência estatal no enfrentamento à violência doméstica e familiar e o preenchimento do FONAR constitui padrão de atuação destinado a qualificar a identificação dos fatores de risco e a orientar as providências de proteção cabíveis”.

Identificação precoce

Ao longo de mais de uma centena de páginas, o material demonstra como a identificação precoce de fatores de risco pode contribuir para prevenir a escalada da violência e evitar desfechos graves, como o feminicídio. A nota técnica examina desde aspectos relacionados à dinâmica da violência doméstica até a interpretação dos resultados do formulário e sua utilização na definição de medidas protetivas e demais providências institucionais.

O documento também oferece subsídios concretos para a atuação das Promotorias de Justiça. Entre outros pontos, orienta sobre a leitura dos fatores de risco identificados, a articulação com a rede de proteção, a reavaliação dos casos e a adoção de medidas adequadas às particularidades de cada situação, fortalecendo a capacidade institucional de resposta diante de cenários de maior vulnerabilidade.

Outro destaque é a defesa da integração entre os diversos órgãos que atuam no enfrentamento à violência contra a mulher. A nota ressalta que o Fonar contribui para a construção de uma linguagem comum entre instituições do sistema de justiça, segurança pública, saúde e assistência social, favorecendo a circulação qualificada de informações e a adoção de estratégias coordenadas de proteção.

Ao qualificar a identificação e a gestão dos riscos, o material também tende a facilitar o acesso da população à Justiça. A sistematização das informações e a padronização dos atendimentos permitem respostas mais rápidas, fundamentadas e adequadas às necessidades das vítimas, reduzindo barreiras institucionais e ampliando a efetividade das medidas destinadas à proteção das mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Para acessar a Nota Técnica CAO-VD-MPMG nº 02/2026, clique aqui.

SourceMPMG


Sobre Ana Paula Oliveira
Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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