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sexta-feira, junho 21, 2024
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    Com o inverno, Saúde alerta para baixa vacinação de idosos e crianças contra covid

    Com o início do período de clima mais frio, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) destaca a importância de a população completar o esquema vacinal contra a covid-19, sobretudo idosos e crianças, que são os grupos mais suscetíveis às doenças respiratórias.

    Quem faz o alerta é o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, o médico Fábio Baccheretti. “Estamos chegando na última semana de maio, iniciando o mês de junho, quando começa o inverno, e um ponto que nos preocupa muito é a baixa adesão à vacinação. Nós temos muitas crianças que não buscaram a segunda dose ainda. Temos, também, os idosos que têm que tomar a segunda dose de reforço, ou seja, a quarta dose”, diz Baccheretti.

    Segundo o secretário, outro ponto de atenção é para a sazonalidade das infecções respiratórias, que acompanha o inverno. “Essa baixa adesão nos preocupa muito, porque a doença da covid agora é sazonal e este é o pior momento do ano em relação a essa doença. Então, é muito importante lembrar a todos de tomar a vacina, tanto as crianças, quanto os adultos e idosos, para que a gente atravesse esse momento de maior risco de contaminação. A vacina é a única arma para vencermos essas infecções. Isso nos preocupa e vale esse puxão de orelha. Quem ainda não tomou a vacina vá até o posto de saúde e garanta a sua proteção”, completa.

    Cobertura

    Com mais de 46,7 milhões de vacinas anticovid enviadas aos municípios mineiros, a cobertura com a primeira dose (D1) do imunizante no estado está em 89%, segundo dados do painel Vacinômetro divulgados nessa segunda-feira (23/5). Com a segunda dose (D2), estão cobertos 82,6% da população, incluindo também as doses únicas. A meta preconizada pelo Ministério da Saúde é de 90% das pessoas com mais de cinco anos de idade com o esquema vacinal primário completo.

    Já na vacinação de reforço, a cobertura em Minas Gerais é de 57,3% para terceira dosagem (1ª dose reforço, ou R1) e de 21,7% para a quarta dose (2ª dose reforço, ou R2), direcionada a idosos com mais de 60 anos e imunossuprimidos.

    Em relação à vacinação do público infantil, a cobertura é de 69,4% das crianças com idade entre cinco e 11 anos com a primeira dose. Para a segunda dose, a cobertura é de 35%. Ao todo, são 1,9 milhão de vacinas aplicadas em Minas em crianças, sendo 1,2 milhão para a primeira dosagem e mais de 655 mil para a segunda aplicação.

    De acordo com a avaliação do Grupo de Análise e Monitoramento da Vacinação em Minas Gerais (Gamov), a macrorregião de saúde Vale do Aço é a que possui menor cobertura vacinal de doses pediátricas, tanto de D1 (52,91%) quanto de D2 (25,24%). A macrorregião que apresenta o melhor indicador é Jequitinhonha, com 84,16% e 41,42% para D1 e D2, respectivamente.

    Sobre o perfil epidemiológico das doses aplicadas de vacinas contra covid-19, quase 53% do total das doses administradas foram em pessoas do sexo feminino. A maior parte dos imunizantes utilizados é da Pfizer, seguido pela AstraZeneca, CoronoVac e Janssen. Em relação à faixa-etária, o maior número de doses aplicadas foi em indivíduos de 30 a 39 anos (8,72%), seguido de 40 a 49 anos (8,38%) e 50 a 59 anos (7,80%). A maioria das aplicações em indivíduos do sexo masculino aconteceu apenas na faixa-etária de 30 a 39 anos (7,98%).

    Atualização

    A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informa que o Vacinômetro, painel responsável pelo monitoramento da vacinação contra a covid-19 no estado, voltou a ser atualizado diariamente a partir dessa segunda-feira (23/5). A migração da base de dados para o OpenDataSUS, do Ministério da Saúde, iniciada em 5/5, teve o objetivo de alinhar os dados do painel com o banco de dados oficial do órgão federal. Até o início do mês de maio, eram utilizados os dados do sistema oficial e, também, os dados preenchidos pelos municípios em formulário eletrônico próprio elaborado pela secretaria.



    Sobre Ana Paula Oliveira
    Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
    Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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