Piso salarial da Enfermagem é aprovado no Senado Federal e segue para a Câmara

Mais de 2,4 milhões de profissionais em todo o país passarão a ter um piso salarial - valor mínio de pagamento, após a aprovação da proposta na Câmara Federal e a sanção presidencial. O valor mínimo foi fechado em R$ 4.750 para enfermeiros. Os técnicos em enfermagem deverão receber no mínimo 70% desse valor (R$ 3. 325) e os auxiliares e parteiras, 50% do mesmo montante (R$ 2.375)

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ENFERMAGEM
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Por Ana Paula Oliveira

Os senadores aprovaram o PL 2.564 de 2020, nesta quarta-feira (24/11). O projeto estabelece o piso salarial nacional para Enfermeiros, Técnicos em Enfermagem, Auxiliares de Enfermagem e Parteiras. Mais de 2,4 milhões de profissionais em todo o país passarão a ter um piso salarial – valor mínio de pagamento, após a aprovação da proposta na Câmara Federal e a sanção presidencial.

Em alguns municípios, atualmente, profissionais dessa área chegam a receber pouco mais de R$ 1 mil. Com a aprovação final, o valor mínimo do salário dos enfermeiros sobe para R$ 4.750 para uma carga horária de 30 horas semanais. Os técnicos em enfermagem deverão receber no mínimo 70% desse valor (R$ 3. 325) e os auxiliares e parteiras, 50% do mesmo montante (R$ 2.375).

Em seus discursos, alguns senadores chegaram a pedir celeridade dos deputados na aprovação da matéria. Os parlamentares ressaltaram a importância do trabalho dos profissionais da saúde, principalmente durante os períodos mais críticos da pandemia do coronavírus. “Quantos perderam a própria vida na luta pela sobrevivência”, lembrou, o senador, Zequinha Marinho (PSC) em sua explanação.

A aprovação do PL na Casa é o pontapé inicial para atender a uma demanda de décadas. A senadora Kátia Abreu (PP-TO) ressaltou os esforços de toda a equipe e lembrou da dedicação, em especial do autor do projeto, Fabiano Contarato da Rede Sustentabilidade do Espírito Santo e da relatora senadora Zenaide Maia (Prós-RN), além da senadora Eliziane Gama (Cidadania).

Ao final da votação, Contarato lembrou em seu discurso que deu início ao projeto em 12 de maio de 2020, dia internacional da Enfermagem e agradeceu o empenho do senador Rodrigo Pacheco. “Foi um momento simbólico. Tão logo o presidente Pacheco assumiu a presidência do Senado designou a senadora Zenaide Maia para a relatoria. Eu quero, publicamente, agradecer. Não faço parte da saúde mas não posso deixar de me colocar no lugar do outro. Qual é o tratamento que estamos dando aos profissionais que estão dando suas vidas para nos proteger?”, disse.

Jorge Vianna

O deputado distrital Jorge Vianna (Podemos) acompanhou a votação e comemorou o avanço pela dignidade dos profissionais. “Os senadores discursaram em defesa dos profissionais de saúde. Isso é bom porque a gente já sai fortalecido para a Câmara Federal. Fiquei muito feliz. Nós fizemos duas marchas aqui em Brasília, mobilizamos em carreatas no Brasil inteiro. A categoria apostou e acreditou. Então, hoje, é uma síntese de tudo que foi feito ao longo desses anos. É uma luta histórica”, comemorou.

De acordo com a proposta original, o piso salarial do enfermeiro deveria ser estabelecido em R$ 7. 315, mas o senadores concordaram que o valor é alto demais e poderia pesar nas despesas de estados e municípios.

“É um valor que não é o ideal, mas é o razoável para o momento que o Brasil passa e com certeza vai ajudar muito os profissionais de todo o país. Na maioria do estados, o piso salarial do enfermeiro é de R$ 2 mil e do técnico de enfermagem é um salário mínimo. Então, houve uma alteração considerável”, ponderou, Vianna.

Confira a declaração do deputado em vídeo:

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Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas. Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida.