MPMG divulga Carta de compromisso e inaugura “Banco Vermelho” em alusão aos 20 anos da Lei Maria da Penha

Produção MPMG

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) divulgou, nesta terça-feira, 18 de agosto, uma Carta Aberta em que reafirma seu compromisso com a construção de uma sociedade na qual mulheres e meninas possam viver livres de todas as formas de violência, discriminação e desigualdade. O documento estabelece compromissos institucionais para orientar a atuação do MPMG nas próximas duas décadas.

O ato, realizado no pilotis da Procuradoria-Geral de Justiça, em Belo Horizonte, como parte das ações alusivas aos 20 anos da Lei Maria da Penha, reuniu integrantes do MPMG e representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, das forças de segurança e de entidades que atuam no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Na ocasião, o MPMG também inaugurou o “Banco Vermelho”, símbolo do compromisso público com a defesa da vida das mulheres e que integra a campanha nacional Feminicídio Zero. Com quatro metros de comprimento e 2,34 metros de altura, o banco é um ícone do Instituto Banco Vermelho, parceiro do MPMG na iniciativa. A instalação representa acolhimento e informação e convida as pessoas a “sentar, refletir, levantar e agir”.

A cor vermelha remete ao sangue derramado por mulheres vítimas de feminicídio e, ao mesmo tempo, ao sinal de “pare”, como um alerta para a necessidade de interromper os ciclos de violência antes que eles cheguem ao desfecho letal.

Durante o evento, o MPMG recebeu o Selo do Instituto Banco Vermelho, que reconhece a instituição como o primeiro Ministério Público estadual parceiro do Instituto na luta pelo feminicídio zero.

Carta Aberta

A Carta Aberta foi lida conjuntamente por representantes de diferentes áreas de atuação do MPMG, como: combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, criminal, cível, direitos humanos, criança e adolescente, idosos e pessoas com deficiência, saúde, educação, meio ambiente, defesa do consumidor, segurança pública, combate ao racismo e todas as outras formas de discriminação, conflitos agrários, patrimônio público, terceiro setor, apoio às vítimas, eleitoral, tribunal do júri, inclusão e mobilização sociais, ouvidoria e aperfeiçoamento funcional.

O documento reúne compromissos voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência e da discriminação de gênero, reconhecendo que o tema perpassa as diferentes áreas de atuação institucional.

Para a coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (CAOVD), promotora de Justiça Denise Guerzoni, uma das principais qualidades da Carta é justamente a forma coletiva como foi construída. “O trabalho partiu da reflexão em torno da pergunta: dentro das nossas atribuições, como podemos contribuir para prevenir e enfrentar a violência e a discriminação de gênero nos próximos vinte anos? A violência de gênero é transversal. Ela não começa nem termina no processo criminal e seu enfrentamento não pode estar restrito às Promotorias especializadas ou a uma única área do Ministério Público”, defendeu.

A promotora destacou ainda que a Lei Maria da Penha promoveu uma mudança de paradigma ao retirar a violência doméstica do âmbito privado e reconhecer os contextos de desigualdade e as relações de poder em que ela ocorre. Segundo Denise, os avanços alcançados nas últimas duas décadas convivem com novos desafios, que exigem o aprimoramento das estratégias de prevenção e proteção.

Avanços

Para a procuradora-geral de Justiça adjunta Jurídica, Reyvani Jabour Ribeiro, os 20 anos da Lei Maria da Penha representam um marco na compreensão da violência contra a mulher como uma violação de direitos humanos e uma responsabilidade de toda a sociedade. “Vinte anos se passaram desde que o Brasil transformou em lei uma mensagem que precisava ser dita com absoluta clareza: a violência contra a mulher não é um assunto privado, é uma violação de direitos humanos e uma responsabilidade de toda a sociedade. Celebrar esses 20 anos não significa apenas olhar para as conquistas, mas também reconhecer o quanto ainda precisamos avançar. Por trás das estatísticas existem mulheres, histórias interrompidas e famílias marcadas por uma violência que muitas vezes começa de forma silenciosa”, salientou.

Reyvani também destacou o caráter simbólico do Banco Vermelho, que, segundo ela, contribui para manter o tema presente no cotidiano e estimular a participação da sociedade no enfrentamento da violência.

Responsabilidade permanente

O secretário de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese), Marcelo Couto Dias, ressaltou que o enfrentamento à violência contra a mulher deve ocorrer de forma contínua e articulada entre as instituições. Ele destacou a importância do Agosto Lilás como oportunidade para ampliar a mobilização, mas reforçou que a proteção das mulheres não pode se restringir ao período da campanha. “É muito importante enfrentarmos de forma precisa, integrada e permanente todas as formas de violência contra a mulher. Nenhum órgão sozinho pode enfrentar um problema tão grave e complexo como este. Que este banco nos lembre, a cada dia, que combater a violência contra a mulher e defender a vida, a dignidade e os direitos humanos é uma tarefa constante.”

Dispositivo de honra

Compuseram o dispositivo de honra do evento a procuradora-geral de Justiça adjunta Jurídica, Reyvani Jabour Ribeiro; a subcorregedora-geral do MPMG, Márcia Pinheiro de Oliveira Teixeira; o secretário de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese), Marcelo Couto Dias; a superintendente da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargadora Kárin Liliane Emmerich; a coordenadora estadual de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (Cedem) e defensora pública Luana Borba Iserhard; o comandante da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte, Julio Cesar Pereira de Freitas; a comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Cleide Barcelos dos Reis; a coordenadora do Núcleo Especializado de Investigação de Feminicídios da Polícia Civil de Minas Gerais, delegada Ariadne Elloise Coelho; a coronel diretora de Logística e Finanças do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), Stella Coeli Flori Maciel Nunes; a coordenadora do CAOVD, Denise Guerzoni; e a subsecretária de Prevenção à Criminalidade, Christiana Dornas.

Ao final da solenidade, foi realizado o desenlace simbólico da fita inaugural do Banco Vermelho.

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SourceMPMG


Sobre Ana Paula Oliveira
Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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