MPMG organiza formação nacional sobre direito a alimentação adequada e combate à fome

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sediou nesta segunda-feira, 24 de agosto, a Formação Nacional sobre Direito Humano à Alimentação Adequada. O evento reuniu membros e servidores do Ministério Público brasileiro, representantes de instituições parceiras, conselhos e organizações da sociedade civil para discutir formas de fortalecer a atuação conjunta no combate à fome e na garantia do direito à alimentação adequada. O encontro também promoveu a troca de experiências e a divulgação de conhecimentos técnicos e jurídicos sobre o tema.

A iniciativa foi realizada pelo Grupo Nacional de Atuação do Ministério Público em Apoio Comunitário, Participação e Inclusão Sociais e Combate à Fome (GNA-Social), com apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) e do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Apoio Comunitário, Inclusão e Mobilização Sociais (CAO-Cimos). Ao longo do dia, especialistas e integrantes do Ministério Público debateram temas como o direito à alimentação adequada, a segurança alimentar e nutricional e experiências desenvolvidas em diferentes regiões do país.

Na abertura do evento, o coordenador do CAO-Cimos e secretário-executivo do GNA-Social, Paulo César Vicente de Lima, ressaltou que a fome e a pobreza extrema continuam presentes no cotidiano de milhões de brasileiros e exigem uma resposta coordenada das instituições públicas. “A pobreza extrema e a fome não estão em outro planeta. Elas estão ao lado das nossas instituições, nas esquinas das nossas cidades, cruzando as nossas rotinas diárias”, afirmou.

Segundo o promotor de Justiça, a capacitação faz parte de uma mobilização nacional para ampliar a adesão dos municípios ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). “O combate à fome não começa apenas na distribuição emergencial de alimentos. O combate à fome começa quando as instituições decidem organizar o Estado para que a dignidade humana deixe de depender da sorte”, destacou.

Em sua fala no evento, o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Paulo de Tarso Morais Filho, destacou a importância do tema para a atuação do Ministério Público e reconheceu o trabalho desenvolvido pelo CAO-Cimos. “Temos o dever de jogar luz sobre aquela parcela da população vulnerável e invisível. Essa temática é fundamental para nós. Nada mais justo do que pensar na segurança alimentar das pessoas. O direito a se alimentar adequadamente é o mínimo para se viver com dignidade”, afirmou.

Políticas públicas

A segurança alimentar e nutricional significa ter acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente e sem comprometer outras necessidades básicas da vida. Para ajudar a garantir esse direito, foi criado o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). O sistema reúne União, estados, municípios e sociedade civil para planejar, executar e acompanhar políticas públicas voltadas ao combate à fome e à promoção da alimentação adequada.

Entre outras funções, o Sisan apoia a criação de conselhos e espaços de participação social, incentiva a integração entre diferentes áreas do poder público e orienta a elaboração de planos de segurança alimentar nos estados e municípios. A ampliação da adesão dos municípios ao sistema é uma das prioridades defendidas pelo Ministério Público para fortalecer as políticas públicas voltadas à garantia desse direito.

Debates

A programação começou com o painel “Fundamentos do Direito Humano à Alimentação Adequada e da Segurança Alimentar e Nutricional”, conduzido pela promotora de Justiça aposentada do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Míriam Villamil Balestro Floriano, e pela conselheira do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) e representante do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Jônia Rodrigues. Ainda pela manhã, a secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Valéria Torres Amaral Burity, apresentou reflexões sobre os sistemas de segurança alimentar e nutricional e os mecanismos de monitoramento das políticas públicas na área.

À tarde, os debates abordaram diagnósticos nutricionais e produção de evidências para a promoção da segurança alimentar e nutricional, com apresentações do professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e presidente da Associação Alagoana de Nutrição, Haroldo da Silva Ferreira, e do nutricionista, professor aposentado da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e integrante do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, Élido Bonomo.

O encerramento foi dedicado ao compartilhamento de experiências desenvolvidas pelo Ministério Público e por instituições parceiras, com a participação do procurador da República no Amazonas, Fernando Merloto Soave; da promotora de Justiça do Ministério Público de Alagoas, Alexandra Beurlen; do coordenador do CAO-Cimos do MPMG, Paulo César Vicente de Lima; do promotor de Justiça do Ministério Público de Pernambuco, Westei Conde y Martin Júnior; da antropóloga e coordenadora executiva do Projeto Hãmhi Terra Viva, Luana Arantes; e do coordenador do programa Próximos Passos, Marcelo Vilarino.

Veja mais fotos do evento.

Álbum do Flickr

SourceMPMG


Sobre Ana Paula Oliveira
Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

Destaques

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

órgãos
WhatsApp Image 2026 03 01 at 14.03.42

redes sociais

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
ANÚNCIOS
banner enfermagem
Salgados

RECENTES