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sexta-feira, junho 21, 2024
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    Mulheres de Bonfinópolis de Minas são homenageadas

    O Diário de Bonfinópolis deseja que as mulheres de Bonfinópolis de Minas sejam lembradas e homenageadas neste Dia Internacional da Mulher e em todos os outros

    Neste Dia Internacional da Mulher, comemorado, nesta sexta-feira (8), o Diário de Bonfinópolis homenageia todas as mulheres de Bonfinópolis de Minas. Trabalham fora, cuidam da casa, dos filhos, da família, frequentam a Igreja. Muitas vezes não arrumam tempo para cuidar de si mesmas, fazer atividades físicas ou cuidar da saúde. Ufa! Se engana quem pensa que mulheres de cidade pequena têm uma vida sem stress e correria. Também como ocorre nas grandes metrópoles, em Bonfinópolis há mulheres que vão além disso tudo em nome da missão de cuidar. Atitude que exige entrega e total dedicação.

    Rosane Martins, Jacira Ferreira e Ivonete Guimarães são exemplos de luta e amor ao próximo. Elas cuidam dos idosos do Centro de Convivência Sr. do Bonfim e de assistidos pela Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). Cada uma a seu modo mas, todas com a mesma força e coragem que trabalhos como esses exigem.

    Histórias

    Rosane Martins, 40, pós-graduada em educação especial, divorciada, mãe de três filhos, trabalha na Apae de Bonfinópolis há 16 anos. Depois de passar por todos os setores da instituição, atualmente é a diretora da Casa, que atende 56 pessoas com algum tipo de deficiência intelectual e física. A unidade tem 11 profissionais na equipe. Todas mulheres, o que demonstra a persistência de cada uma em ir além de ter um emprego e, sim, buscar se unir por uma causa maior, que é ajudar a proporcionar qualidade de vida para os assistidos.

    “Tomei amor pela Apae desde que conheci. O amor e o carinho que a gente recebe deles. Mesmo com todas as dificuldades que eles têm, não se abalam. Quando eu chego aqui todos os dias, esqueço de todos os meus problemas. O abraço carinhoso, o amor verdadeiro, a garra que eles têm me dão forças para continuar”, diz. Por amor e dedicação ao trabalho na Apae, é claro que a vida pessoal de Rosane se confunde com a profissional. “Realmente, a gente deixa um pouquinho a própria família para se dedicar. Tem que ter dedicação. Para trabalhar aqui tem que gostar, porque aqui você é mãe, psicóloga, médica, terapeuta. De tudo um pouco”, afirma.

    Além de conhecer os alunos, Rosane e sua equipe conhecem de perto as famílias dos assistidos e a realidade de cada uma. Para ela, coragem, determinação e motivação são as principais características para desempenhar um trabalho social. “Primeiramente você tem que gostar. A mulher é mais persistente e dedicada, mas muita gente desiste”, comentou.

    Jacira Ferreira

    Jacira Ferreira, 44, solteira, sem filhos, à frente do Centro de Convivência de Idosos Sr. do Bonfim, em Bonfinópolis, há dois anos, como responsável pelas finanças da casa, por 26, atuou como voluntária. Receber homenagens pelo trabalho desenvolvido com os assistidos é uma grande surpresa. “No fim da tarde a gente está cansada, mas a sensação é a de que poderíamos ter feito mais.As vezes a gente nem para pensar na importância do trabalho que fazemos. Quando tenho qualquer ação aqui, não penso em retribuição, por isso, não é possível perceber o grande significado que uma pequena ação pode ter na vida dos assistidos”, declara. “Para mim, a maioria das mulheres é de guerreiras. A grande mulher é aquela que faz a diferença no ambiente em que vive. Com força, iniciativa e criatividade. Recebo essa homenagem com muito orgulho, porque humanamente a gente quer ser reconhecida”, destaca, Jacira.

    Ivonete Guimarães

    Ivonete Guimarães, 48, enfermeira, casada, duas filhas, também se dedica há seis anos aos idosos do Centro de Convivência. “O trabalho tem que ser espontâneo.Trabalhar aqui, pra mim, é como se eu estivesse em família. Me doo ao máximo. Aqui não trabalho só na minha área. É preciso olhar o todo. A gente tenta suprir a parte psicológica, a parte sentimental deles. Não é possível ser 100% nunca, mas tento dar o melhor de mim em tudo que vou fazer”, declara. Para Ivonete, o segredo para ser uma grande mulher é ter Deus em primeiro lugar, determinação e objetivo. “A pessoa precisa ter um foco para seguir se não não chega a lugar algum ou chega em qualquer lugar”, diz.

    Violência

    Depois de contar histórias de força e coragem, é preciso lembrar que mulheres incríveis como Ivonete, Jacira e Rosane sofrem com a violência em todo canto do país. Os inúmeros casos, que estão se tornando comuns, como se fosse uma tentativa de regredir e reverter tudo o que as mulheres conquistaram – a liberdade, não podem deixar de ser lembrados na tentativa de conscientizar sobre a gravidade do problema. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais, em 2018, a taxa de registro de violência doméstica e familiar contra a mulher por município em Bonfinópolis de Minas ficou em  1,91. Em 2017, 4,16 e em 2016 4,14. Até o fechamento dessa reportagem, a assessoria de comunicação da Polícia Civil de Minas Gerais não informou os dados de 2019. Já o Violemtômetro, criado pelo site Metrópoles  mostra que, só este ano foram 2.493 casos de violência contra a mulher no Distrito Federal, distante 305 km do município. E o raking brasil a fora tem aumentado a cada dia, conforme a imprensa tem noticiado.

    ONU Mulheres

    O tema definido pela ONU Mulheres para o Dia Internacional das Mulheres em 2019 é “Pensemos em igualdade, construção das mudanças com inteligência e inovação”. A organização defende a igualdade de gênero e empoderamento das mulheres, previstos nos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). De acordo com a organização, a inovação e a tecnologia trazem oportunidades, no entanto, as tendências atuais indicam que as lacunas digitais estão se ampliando e que as mulheres estão representadas de maneira insuficiente nos campos da ciência, tecnologia, engenharia, matemática e design. É vital que as ideias e as experiências de mulheres influenciem por igual o desenho e a aplicação das inovações que conformarão as sociedades do futuro.

    Mulheres da Apae

     

    Ivonete e Jacira com os assistidos do Centro de Convivência Sr. do Bonfim.


    Sobre Ana Paula Oliveira
    Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
    Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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