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domingo, julho 21, 2024
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    Covid-19: Número de óbitos no DF é quatro vezes menor entre os que possuem a imunização completa na faixa etária de 60 a 69 anos

    O esquema vacinal completo é a melhor arma para enfrentar a covid-19, alertam as autoridades de saúde. O chamado absenteísmo – representado por pessoas que não tomaram as doses de reforço do imunizante – é uma realidade no DF, onde muitas pessoas têm resistido em retornar às salas de vacinação.

    Dados da Secretaria de Saúde apontam que a cobertura vacinal para a segunda dose ou dose única já supera a marca de 90% para indivíduos de 40 anos ou mais. Com relação ao reforço, a capital ainda tem números abaixo de 50% na mesma faixa etária.

    “Lembramos à população que é fundamental completar o seu cartão vacinal. Temos estoque de vacina aqui no DF e o nosso trabalho é para, aos poucos, ir baixando a faixa etária. Vacina boa é no braço, e não na geladeira dos postos”

    Lucilene Florêncio, secretária de Saúde

    A vacinação na capital começou em 19 de janeiro de 2021. Após 1 ano e 4 meses, a população acima de 40 anos já tem acesso à quarta dose, ou seja, após as duas iniciais vêm as duas de reforço. No caso do imunizante Janssen (dose única), seria a terceira vacina no braço.

    De acordo com o diretor de Vigilância Epidemiológica da pasta, Fabiano dos Anjos Martins, é preciso lembrar que há um ‘prazo de validade’ do imunizante. “A vacina tem um período de proteção efetivo que dura em torno de quatro meses. Se a pessoa não está com o sistema vacinal completo, a proteção contra a covid-19 fica fragilizada”, adianta.

    Os números do último boletim especial da doença, de autoria da secretaria, mostram o efeito protetivo da vacina. Segundo os dados de 2022 (quadro abaixo), o número de óbitos em decorrência do coronavírus é quatro vezes menor entre os que possuem a imunização completa na faixa etária de 60 a 69 anos.

    A taxa de mortalidade por 100 mil habitantes também chama a atenção: chega a ser 13 vezes menor na população com 80 anos ou mais que se esforçou em completar o ciclo de prevenção. Com relação às mortes até junho deste ano, foram notificadas 523 em todo o DF – são mais de 11 mil desde 2020.

    “Já está cientificamente provado e é aceito pela literatura que com a proteção vacinal existem casos, mas de menor gravidade”, frisa a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio.

    “Lembramos à população que é fundamental completar o seu cartão vacinal. Temos estoque de vacina aqui no DF e o nosso trabalho é para, aos poucos, ir baixando a faixa etária. Vacina boa é no braço, e não na geladeira dos postos”, alerta Lucilene. “Ter todas as vacinas significa dar ao nosso sistema imunológico uma capacidade grande de responder a uma infecção”, reforça Fabiano.

    Novo reforço para maiores de 40 anos

    Esta quinta-feira (16), feriado de Corpus Christi, também foi dia de vacinação em Brasília e o início da aplicação da 2ª dose de reforço para quem tem 40 anos ou mais. Quatro postos foram abertos à população: em Sobradinho II, na Asa Sul, Taguatinga e Ceilândia. No total, a secretaria dispõe de 136 salas de vacinação contra a covid-19.

    O movimento na UBS 2 de Sobradinho II começou pouco antes das 9h. Além do público entre 40 e 50 anos, crianças e pessoas em busca ainda do primeiro reforço receberam o imunizante. O defensor público Gustavo Zortea, 42, foi um dos primeiros vacinados. Ele aproveitou para levar a irmã Ana Carolina Zortea, 45, que veio de Curitiba visitá-lo, e também garantiu sua dose.

    “Temos notícia que estão sobrando algumas doses aqui em Brasília. É importantíssimo as pessoas se conscientizarem que não são apenas duas doses e, sim, quatro, e que toda a população deve ter”, diz. “Quantas vacinas forem oferecidas contra covid, eu, meus filhos e minha esposa iremos tomar”, finaliza.



    Sobre Ana Paula Oliveira
    Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
    Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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