Médios produtores de Bonfinópolis participam de curso do Senar

184
WhatsApp Image 2018 12 12 at 11.23.08 min 1
WhatsApp Image 2018 12 12 at 11.23.08 min 1

O último do projeto ABC Cerrado na cidade, com encerramento previsto para esta sexta-feira (14)

Cerca de 20 médios proprietários de fazendas da região de Bonfinópolis de Minas participam de curso de capacitação para a recuperação de pastagens e áreas degradadas, no Sindicato dos Trabalhadores da cidade. Ministrado pelo Senar, essa é a quarta turma do curso, desde o ano passado. Esse é o último, iniciado na segunda-feira (3) com encerramento previsto para esta sexta-feira (14).

Aula prática em campo. Foto: Cleuza Martins

Ao final de sete dias de aprendizado, a expectativa é de que os médios produtores possam adotar práticas sustentáveis para a redução das emissões de gases de efeito estufa, investir na propriedade e  aumentar a produtividade e, consequentemente a renda. Tudo isso, mantendo a conservação do meio ambiente.
Para o engenheiro agrônomo e instrutor do Senar, Eugênio José da Silveira, talvez esse seja o curso mais completo do Senar em questão de conteúdo porque a carga horária de 56 horas permite trabalhar com muitos assuntos, nesse caso, todos ligados a pastagens.

“O objetivo do Senar é aplicar uma metodologia de ensino diferente das de escolas e universidades. A metodologia nos permite adquirir o máximo de conhecimento possível dentro do curso, valorizar o que o produtor já sabe e a didática do Senar, que é oferecer um conteúdo, reforçar o conhecimento ou até mesmo tirar conceitos ou preconceitos gerados e trazer de forma mais prática para o produtor”, explicou, o instrutor, que acompanha essa última turma do projeto ABC Cerrado em Bonfinópolis de Minas.

Prática

Eugênio destacou, ainda, que o produtor participa desse tipo de curso em busca de respostas e sai com uma mentalidade completamente diferente, mais consciente e preparado para voltar à rotina. “Porque está degradando a pastagem? Geralmente, o conceito que muitos têm é o de que quem está degradando as pastagens seria, o solo, os animais, a chuva ou a falta dela. No treinamento descobrem que esses conceitos são totalmente diferentes. Tudo que era apontado como culpado, na verdade, são as atitudes, as ações do homem”, ressaltou, o agrônomo.

Instrutor Eugênio com a turma em sala no Sindicato dos Trabalhadores.

Ainda de acordo com o instrutor, toda a degradação é causada por decisões no momento errado e o curso traz para a realidade do produtor o melhor momento e como as medidas devem ser tomadas. “Com base na experiência do produtor a gente mostra o que está errado e como deve ser feito. Ao fazer o manejo, que seja da melhor forma possível, mas ao fazer errado, o proprietário já está consciente de que sofrerá as consequências por causa da sua ação”, alertou.

Projeto

O curso é financiado pelo ABC Cerrado, um projeto implementado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Banco Mundial, em 2016. O principal objetivo é a formação profissional dos produtores nas tecnologias previstas pelo Plano ABC e a assistência técnica e gerencial de propriedades rurais, com recursos do Programa de Investimentos em Florestas (FIP), administrados pelo Banco Mundial, que doou US$ 10,6 milhões para a execução do projeto, que deve ser desenvolvido dentro do prazo de três anos. Saiba mais sobre o projeto.

COMPARTILHAR
Artigo anteriorBonfinópolis recebe a 1ª Edição do COM-SER-TÃO
Próximo artigoAlunos do Cesec recebem livros do projeto Itaú Leia para uma criança
Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas. Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida.