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terça-feira, maio 19, 2026
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    Proteção às mulheres ganha força com acolhimento especializado da PCDF

    O enfrentamento à violência contra a mulher no Distrito Federal tem avançado com o fortalecimento do atendimento especializado oferecido pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Polícia Civil do DF (PCDF). Além das Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams), a corporação ampliou a atuação dos Núcleos Integrados de Atendimento à Mulher (Nuiams), espaços voltados ao acolhimento humanizado e à orientação das vítimas.

    Nesta segunda-feira (18), mulheres atendidas pelo Nuiam de Vicente Pires participaram de um encontro na 38ª Delegacia de Polícia, com palestras e conversa sobre proteção, direitos e rede de apoio. A ação reuniu vítimas que passaram pelo atendimento da unidade e encontraram suporte para denunciar situações de violência doméstica e de gênero.

    O núcleo faz uma busca ativa de vítimas atendidas em delegacias da região, como Estrutural e Taguatinga, oferecendo acolhimento psicológico e jurídico após o registro da ocorrência. Caso a mulher aceite o acompanhamento, são feitos agendamentos para atendimento especializado no espaço.

    O núcleo faz uma busca ativa de vítimas atendidas em delegacias da região, como Estrutural e Taguatinga, oferecendo acolhimento psicológico e jurídico após o registro da ocorrência | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Segundo a delegada responsável pelo Nuiam de Vicente Pires, Núbia Araújo Santos, o encontro promovido nesta semana também teve como objetivo, além do acolhimento e do acesso à informação, incentivar a troca de experiências entre as participantes. “Muitas dessas mulheres acham que estão sozinhas, acham que isso só acontece com elas. Quando elas conseguem compartilhar essas vivências, acabam se fortalecendo umas nas outras”, explicou.

    Ampliação no atendimento

    Atualmente, o DF conta com seis núcleos especializados, além de uma sala de acolhimento em Sobradinho. Somente em 2025, foram feitos mais de 2,5 mil atendimentos. Em 2026, já são mais de mil mulheres acolhidas entre registros de ocorrência, encaminhamentos e atendimentos psicossociais em uma atuação articulada com outros órgãos do GDF para ampliar a proteção às vítimas.

    A delegada Karen Langkammer, da Diretoria Integrada de Atendimento à Mulher, destacou que os núcleos foram criados para oferecer um suporte mais acolhedor e reservado às vítimas. “Foi um espaço pensado para que essa mulher tenha um atendimento diferenciado, com acolhimento psicossocial e jurídico, em um ambiente preparado para que ela consiga falar sobre as violências que sofreu sem ser revitimizada”, afirmou.

    Os espaços contam com salas adaptadas e profissionais especializados para conduzir o atendimento. De acordo com Karen Langkammer, a ampliação da estrutura e das equipes contribuiu diretamente para o aumento dos atendimentos feitos pelos núcleos.

    A delegada afirma que, entre 2024 e 2025, houve crescimento de 130% no número de mulheres acolhidas pelos Nuiams, ressaltando que a ampliação da rede de proteção tem ajudado mulheres a perceberem que existem caminhos possíveis para sair de relações abusivas: “As mulheres não permanecem em relacionamentos violentos porque querem. Muitas vezes existe dependência financeira, emocional ou até medo, porque elas não têm rede de apoio. Os equipamentos públicos mostram para essa mulher que ela não está sozinha e que existe suporte depois da denúncia. O mais importante é olhar para essa mulher além do boletim de ocorrência e entender qual é a necessidade específica dela”.

    Os espaços contam com salas adaptadas e profissionais especializados para conduzir o atendimento

    A coragem de seguir em frente

    Uma das mulheres atendidas pelo núcleo, que terá a identidade preservada, contou que o acolhimento foi fundamental depois do primeiro passo, que foi a denúncia. “Eu não queria chegar a esse ponto, nunca me imaginei numa delegacia. Mas o acolhimento é tão importante, porque é um momento que a gente se sente sozinha e sem chão. Aqui há uma estrutura com pessoas super profissionais que nos ajudam a seguir em frente”, relatou.

    Outra participante do evento desta quarta-feira, que também preferiu não se identificar, destacou a importância do apoio recebido pela delegacia especializada após romper o relacionamento abusivo: “No atendimento, eles são bastante prestativos, além de termos apoio psicológico e jurídico. Hoje tenho uma segurança maior, porque eu tinha muito medo de dar seguimento à separação. Antigamente não havia essa estrutura, era um processo demorado. Hoje é imediato, o regimento é diferenciado, tudo melhorou bastante”.

    Veja, abaixo, as unidades do Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher no DF:

    ⇒ Delegacia Especial de Atendimento à Mulher I (Asa Sul)

    ⇒ Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Ceilândia)

    ⇒ 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá)

    ⇒ 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante)

    ⇒ 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo)

    ⇒ 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires)



    Sobre Ana Paula Oliveira
    Jornalista formada em Brasília tendo a Capital Federal como principal cenário de atuação nos segmentos de revista, internet, jornalismo impresso e assessoria de imprensa. Infraero, Engenho Comunicação, Portal Fato Online e Câmara em Pauta, Revista BNC, Assessoria de Comunicação do Sesc-DF, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rádio Nacional da Amazônia e Jornal GuaráHOJE/Cidades são algumas das empresas nas quais teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos renomados nomes do jornalismo no Brasil, e não perdeu nenhuma chance de aprender com esses profissionais. Na televisão, atuou na TV local de Patos de Minas em 2017, além de experiências acadêmicas.
    Ana Paula Oliveira nasceu em Bonfinópolis de Minas e foi morar em Brasília aos 14 anos e retorna à cidade natal em 2018. Durante os 20 anos em que passou na capital, a bonfinopolitana não desperdiçou as chances de crescer como pessoa e também como profissional, com garra e determinação. Além disso, conquistou algo não menos fundamental na sua caminhada: amigos. Isso mesmo. Para a jornalista não ter verdadeiros amigos significa ter uma vida vazia. E, com certeza, esse é um dos seus objetivos, fazer novos amigos nessa nova jornada da vida..

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